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Pausa Lógica

Avancemos! Vamos caminhar mais alguns passos em direção a novos conceitos que estão a serviço da palavra.

Imaginemos que tenhamos diante de nós o seguinte texto:

“... Tal como o mar do Ponto, cujas frias correntes impetuosas jamais refluem e antes vão direto ao Propôntido mar e ao Helesponto, assim meus pensamentos sanguinários, no seu curso veloz, sem olhar parás, sem refluir jamais para um amor humilde, irão avante, até que possam desaguar no vasto sorvedouro da vingança.” (Shaskespeare, Otelo )

Diante deste texto a primeira etapa de nosso trabalho é descobrir onde estão as pausas lógicas. Estas têm por funções unir as palavras em grupos(orações) e separar esses grupos uns dos outros.

A pausa lógica está intimamente relacionada com a ática da língua. Ela respeita os sinais de pontuação. É pois, fundamental dividir o período em orações e analisar cada frase até chegar na sua essência. É importante conhecermos a nossa própria língua e particularmente a natureza dos sinais de pontuação.

Cada sinal de pontuação possui uma entonação própria, que produz certo efeito nos ouvintes, forçando-os a fazer alguma coisa: a interrogação requer uma resposta; o ponto de exclamação pede compaixão, aprovação ou protesto; dois pontos pedem uma consideração atenta daquilo que se lhes segue; e assim por diante.

A pausa lógica modela mecanicamente as frases de um texto, contribuindo assim para que elas se tornem compreensíveis. Ela é passiva, inerte, formal, está submetida a regras. Ela serve ao nosso cérebro.