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Pausa Psicológica

Para complementar a pausa lógica temos a pausa psicológica.

A pausa psicológica dá vida aos pensamentos, frases, orações. Ajuda a transmitir o conteúdo subtextual das palavras. Se a linguagem sem a pausa lógica é inteligível, sem a pausa psicológica não tem vida. Ela, inevitavelmente, transborda atividade e riquíssimo conteúdo interior. Serve aos nossos sentimentos.

Certa vez, um grande ator disse o seguinte: “comedimento no falar, no silêncio, eloquência”. A pausa psicológica é isto, exatamente: um silêncio eloqüente. É um meio importantíssimo de comunicação entre as pessoas. As palavras são substituídas pelos olhos, pela expressão facial, pela eão de movimentos quase imperceptíveis, carregados de insinuações.

Ela não está sujeita a nenhuma lei, e todas as leis da linguagem falada curvam-se a ela.

A pausa psicológica invade com ousadia pontos em que uma pausa lógica ou gramatical pareceria impossível. Vejamos o seguinte exemplo. Todos os professores ganharam uma passagem para fazer turismo na Europa, exceto dois professores. A secretaria vem até a sala dos professores para dar a notícia e diz: Os professores que não à excursão: Paulo e .... ( Aqui ela faz uma pausa psicológica, para suavizar o golpe iminente ou, ao contrário, para realçar um sentimento de indignação...) .

Sabemos que a conjunção e não admite nenhuma pausa depois dela. Mas a pausa psicológica não hesita em romper essa regra e introduz uma parada ilegal. Mais ainda, a pausa psicológica tem o direito de substituir a pausa lógica sem destruí-la.

Apenas um lembrete, jamais fazer a pausa pela pausa. Ela deverá estar carregada de um objetivo, quando ela se deteriora em simples espera, ela  torna-se um buraco vazio, sem nenhum significado.

A pausa quando bem utilizada é um verdadeiro trunfo em nosécnica de falar, e quando a utilizamos juntamente com as entonações tem o poder de afetar a emoção, a memória e os sentimentos dos ouvintes.