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Cardápio Rubem Alves

Artigos e Depoimentos

Apreciando o Teatro Cardápio Rubem Alves

Quando nos propomos a assistir uma peça de Teatro, com este título com esta envergadura, que carrega consigo uma pré estreia só de ouvir o nome do Cardápio que será lançado, temos a certeza que: não assistiremos uma apresentação e sim, Celebraremos uma Peça Teatral junto com o Ator e com o Diretor. Brindaremos durante algum tempo temas da vida que geram a vida, que fazem refletir, rir, chorar, sonhar, sentir saudades...

A interferência será de nós conosco mesmos... o tempo todo... todo o Tempo. Esse Tempo que não se esgota e às vezes é lento, outras vezes acelerado... ora, ora, o tempo é relativo. Será? Saborear o Prato do Tempo exige querer aprender e apreender para Ser e Conviver.

Cabe a cada um de nós fazer a experiência reveladora e perceber que existe o Tempo da Transformação, um “Prato” que deve ser degustado todos os dias, pois é referência para os outros que virão, que a vida nos oportuniza para caminharmos no processo de conhecimento e reconhecimento de nós mesmos.

A cada etapa da vida nossos sonhos vão tomando forma, às vezes, do jeito que imaginavamos, outras da forma que é possível... No Tempo do Casamento, o “Prato” nem sempre faz-se saboroso todo o tempo. E então é momento de crescimento de perceber e internalizar o verdadeiro sentido e sentimento do SIM diário, de aparar arestas e sintonizar pensamentos e atitudes para o bem comum familiar. E, quando não é possível? Prepara-se para o aprendizado no dia a dia, novamente, sempre e para sempre...

Prato do grande mistério deve ser degustado lentamente, em um grande processso reflexivo embasado na fé, no discernimento, entendendo que viver é o maior presente e parte do mistério é a simplicidade e a cumplicidade com a nívea consciência e a retidão de caráter. Mistério maior que as pessoas devem desvendar a todo instante é o quanto desconhecem  as suas potencialidades e o quanto são importantes para o Pai.

No Tempo da Saudade, o “Prato” é único e exclusivo, cada um tem o seu, cada pessoa sente a sua saudade. Ela é ao mesmo tempo doída e revivida de maneira feliz. Sente-se algo que se viveu em um tempo, bom ou ruim, mas vivido, experienciado, contextualizado, e após ser  refletido cada pessoa leva consigo uma ação única de vida, para a vida.

Escutatória, Tempo, “Prato”, que todos deveríamos consumir mais e fazer a autoindicação... Seria a internalização de que somos mais semelhantes quando ouvimos do que quando falamos... Nos tornamos mais solidários ao oferecermos o nosso escutar.  Seria a viabilização concreta da atitude de SER com o outro.

Ah o Tempo Paterno, o “Prato” que nos filia, que nos torna, que nos identifica. Este prato nos coloca em consonância com a sociedade, com valores éticos e morais aos quais somos filiados. O Pai por excelência, Aquele que nos identifica como filhos – DEUS – revela-se na paternidade, na maternidade, nos filhos, irmãos, amigos. Somos filhos e somos pais, somos amigos e irmãos e em cada filiação DEUS  nos pede a responsabilidade dialógica, a cooperação para o bem comum. Esse “Prato”, se for consumido quente ao sabor das palavras, do abraço fraterno, acompanhado de gestos de compreensão e tolerância ressalta o valioso sabor.

Reunindo todos os “Pratos”, o do Educador reúne um pouco de cada e faz-se desta forma um grande banquete pois vivenciando o lema: “Educar é obra de Amor” (Clélia Merloni), Educador e Amor formam uma dupla singular onde os ingredientes de todo o cardápio apresentado reúnem-se como materiais do dia a dia e faz valer o sentido desta grande missão que  é SER EDUCADOR!! Um brinde ao belo espetáculo!!

Vera Lucia Munhoz
Educadora do Colégio Sagrado Coração de Jesus - Marília - SP
Rede Sagrado